Comunidade http://sopsp.com.br Wed, 19 Dec 2018 13:52:23 -0200 Joomla! - Open Source Content Management pt-br O Encontro com Gaia http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/208-o-encontro-com-gaia http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/208-o-encontro-com-gaia O Encontro com Gaia

Gaia, também conhecida como Terra, chega aos seus 4 bilhões e meio de anos, em meio a muitos conflitos e dores. Procurando ajuda. Aconselharam-lhe que se consultasse com alguém. Nostálgica, lembra-se de seus primórdios, quando em eras frias e insólitas, sem outras criaturas que fizessem parte de seu corpo, redondo e azul, inquietava-se em constantes transformações. Foi por muito tempo solitária, repleta apenas de gases, elementos químicos e líquidos, mas, a certa altura, num de seus intempestivos rompantes, há alguns milhões de anos, inovou com forças criativas, e fez, surgir em si, água nutritiva e proteica, berço perfeito para seres vivos.

Foi então que deixou de ser a única a criar. Pois esta tal vida, também começou a se criar, a si mesma. Se multiplicou muito, em várias espécies, sendo as mais recentes, mais dominantes. Povoaram o corpo de Gaia e se autodenominaram “seus filhos”. Construíram belezas e histórias. Incluíram, em sua obra, o dom de refletir sobre si próprios. Também se imputaram uma capacidade inacreditável de fazer arte e criar artifícios. Ferramentas que usaram para alterar, interferir, remexer, remodelar, consumir recursos, às vezes ameaçar e se já não bastasse, lutar entre si por espaço e poder, esquecendo-se inclusive de que não são únicos, independentes e nem individuais, mas que estão todos conectados a este corpo esférico e índigo, que lhes garantiu origem e ainda lhes mantém.

Assim, com todas estas questões, chega Gaia ao local onde buscou ajuda, encara o ser que lhe concede a consulta e externando seu momento de crise lhe pergunta: O que faço com meus filhos e filhas em luta constante dentro de mim e me exaurindo de todas as energias? 

O ser consultado, que não importa aqui de que categoria ou plano pertence, mas que estava apto a atendê-la, acena complacentemente com a cabeça e a acolhe, respondendo: -Podemos investigar juntos uma forma espontânea e criativa que lhes traga o equilíbrio. Surge então o convite sociopsicodramático à Gaia e seus filhos.

Imaginemos aqui uma cena sem tempo, sem lugar e sem categoria de seres. Apenas traços de um apelo existencial do planeta, neste trecho fictício, concretizando-se a partir de um pedido de socorro pelo sofrimento, exaustão e imenso desequilíbrio. Poderíamos continuar percorrendo tal cena, como se fôssemos os Diretores deste Psicodrama, buscando com nossa protagonista Gaia saídas para tal queixa. Porém, parto em uma breve viagem pelo pensamento de Moreno, e por aquilo que nos faz encontrar nele, campo fértil para questões conectadas com as dores de Gaia. Como podemos a partir da Socionomia encontrar novas formas de nos relacionar em maior equilíbrio com e no Planeta ?

Moreno pressentiu que necessitaríamos urgentemente repensar como nos relacionamos, e na década de 1950, lançou um livro que fez à humanidade a seguinte pergunta: Quem Sobreviverá? Não eram exatamente ecológicas as suas preocupações, mas na verdade, a tentativa de encontrar métodos científicos para compreender o que ocorria nas sociedades humanas e a quais extremos chegaríamos desta forma. 

Em suas experiências anteriores, incluindo campos de refugiados, prisões e instituições de acolhimento de jovens, construiu seu enfoque social e percebeu que haviam intervenções possíveis que poderiam prevenir a violência e promover o bem estar coletivo.

Privilegiava o olhar para as relações, e paradoxalmente responsabilizava o ser humano, impondo-lhe o papel de Deus e de criador de sua própria história e destino. Em 1915, No poema Convite a um Encontro sugeriu que Arrancássemos nossos olhos e enxergássemos o mundo a partir das perspectivas uns dos outros. Nesta contemporaneidade, que nos faz apressadamente não contemplar Gaia e seus habitantes, em suas generosidades e em suas dores, expressas em mudanças climáticas, em conflitos e desigualdades sociais, em milhares de refugiados errantes, há algo mais útil a fazer ? Moreno buscava uma nova linguagem, não só para responder às suas perguntas, mas para nos mostrar que somos todos co-criadores de nossa realidade, de nossos problemas e também de suas soluções.

Bibliografia:

MARINEAU, R.F. Jacob Levy Moreno 1889-1974 – Pai do psicodrama, da sociometria e da psicoterapia de grupo. São Paulo. 1989.

MORENO, J.L. Quem Sobreviverá ? vols. 1, 2 e 3. Goiânia: Dimensão, 1992.

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sosps@sosps.com.br (Débora de Mello e Souza) Comunidade Tue, 02 Aug 2016 15:03:00 -0300
Oficinas de Educação em Sexualidade para Jovens http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/174-oficinas-de-educacao-em-sexualidade-para-jovens http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/174-oficinas-de-educacao-em-sexualidade-para-jovens Oficinas de Educação em Sexualidade para Jovens

As Oficinas se constituem como um espaço de discussão do tema sexualidade com adolescentes de 14 a 17 anos, a fim de prestar informações, gerar reflexões e propiciar vivências interativas, que promovam o fortalecimento do protagonismo de jovens em seus relacionamentos afetivo-sexuais.

As Oficinas se constituem como um espaço de discussão do tema sexualidade com adolescentes de 14 a 17 anos, a fim de prestar informações, gerar reflexões e propiciar vivências interativas, que promovam o fortalecimento do protagonismo de jovens em seus relacionamentos afetivo-sexuais.

O trabalho é embasado no Psicodrama. Acreditamos que o aprender pode ser um momento criATIVO, de troca de experiências entre educadores e educandos, com a co-construção de saberes. Nas oficinas são realizadosjogos de dramáticos interativos que proporcionam a reflexão do grupo.

Adriana e Glaziela ministrarão as oficinas que visam o desenvolvimento de cidadania, dos valores intra e interpessoais, a co-construção de conhecimentos, experiências e aprendizados, além de propiciar espaços de sensibilização e discussão acerca da educação para a vida.

Clique aqui e conheça mais.

Estas oficinas integram o programa de atividades realizadas pelo CAPSI SOCIOEDUCACIONAL DA SOPSP, coordenado por Denise Nonoya e Malu Sgorbissa.

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sosps@sosps.com.br (Comunicação) Comunidade Wed, 09 Oct 2013 21:31:00 -0300
Parceria com o Hospital Santa Virginia - Projeto Cuidadores http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/141-parceria-com-o-hospital-santa-virginia-projeto-cuidadores http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/141-parceria-com-o-hospital-santa-virginia-projeto-cuidadores

Firmamos uma parceria com o Hospital Santa Virginia para realizar um trabalho com os cuidadores. Este projeto propõe encontros semanais com pessoas que são acompanhantes de pacientes da oncologia, visando oferecer um espaço para reflexão sobre a importância do papel que desempenham.

Firmamos uma parceria com o Hospital Santa Virginia para realizar um trabalho com os cuidadores. Este projeto propõe encontros semanais com pessoas que são acompanhantes de pacientes da oncologia, visando oferecer um espaço para reflexão sobre a importância do papel que desempenham.

Será um espaço aberto para a troca de experiências entre os acompanhantes, no que se refere à qualidade de vida do próprio acompanhante e do enfermo. Para isso, serão utilizados os métodos do psicodrama abordando como tema central: Qual é o meu papel como cuidador?

Temos como meta atingir aproximadamente 50 cuidadores diretos, considerando o acompanhante, a família e equipe médica e 80 cuidadores indiretos como amigos, parentes distantes, colegas das diversas atividades sociais.

Ao final, esperamos ter como resultados também a socialização das experiências dos cuidadores, possibilitando a aprendizagem de seu papel e a compreensão de sua importância para a qualidade de vida do enfermo, bem como melhorar a qualidade de relação entre cuidadores e enfermos.

Todos os encontros serão realizados na sede do Hospital Santa Virginia e a conduzidos por Danilo Martins.

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sosps@sosps.com.br (Rosangela de Oliveira Rosa Zarza) Comunidade Wed, 05 Dec 2012 16:03:00 -0200
Oportunidades e desafios nas Pastorais http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/130-oportunidades-e-desafios-nas-pastorais http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/130-oportunidades-e-desafios-nas-pastorais Oportunidades e desafios nas Pastorais

Aqueles que buscam uma oportunidade de trabalho “social profissional não remunerado”, como preferimos denominar, encontra um vasto campo de oportunidades no contexto das Pastorais Sociais da Igreja Católica.

A proposta consiste em reunir trabalhadores sociais que focarão ações com determinados agrupamentos em prol inicialmente da evangelização.
Falamos de agrupamentos segmentados como: do povo de rua, das famílias com gestantes e crianças até 6 anos de idade (Pastoral da Criança), dos presídios (Pastoral Carcerária), dos migrantes, da mulher marginalizada, dos operários, dos trabalhadores rurais, entre outras. Ou seja, o trabalho é realizado para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Aqueles que buscam uma oportunidade de trabalho “social profissional não remunerado”, como preferimos denominar, encontra um vasto campo de oportunidades no contexto das Pastorais Sociais da Igreja Católica.

A proposta consiste em reunir trabalhadores sociais que focarão ações com determinados agrupamentos em prol inicialmente da evangelização.
Falamos de agrupamentos segmentados como: do povo de rua, das famílias com gestantes e crianças até 6 anos de idade (Pastoral da Criança), dos presídios (Pastoral Carcerária), dos migrantes, da mulher marginalizada, dos operários, dos trabalhadores rurais, entre outras. Ou seja, o trabalho é realizado para pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Nesse contexto, percebemos que o trabalho vai além da evangelização e entra no âmbito das relações humanas, das condições de vida (em contraponto com o que é sobrevida) e das oportunidades de inclusão social. Não é possível falar de evangelização sem tratar algumas questões fundamentais. Na Pastoral da Mulher, não é possível evangelizar sem paralelamente tratar a questão baixa autoestima. Na Pastoral da Criança, é condição de trabalho abordar as condições mínimas de higiene, saúde e bem-estar, sem a falar do importante contexto das relações familiares.

É importante fazer com que esses agrupamentos se tornem grupos.

As oportunidades de trabalho envolvem tanto o grupo de assistidos como um trabalho de apoio e preparação aos profissionais não remunerados que conduzem as distintas ações. Progressivamente nos últimos anos houve um incremento da mobilização social em prol de trabalhos voluntários. Indubitavelmente é necessário se refletir sobre o desenvolvimento das competências e das habilidades dos voluntários.

Psicodramatistas, vocês podem fazer muito pelas Pastorais!

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sosps@sosps.com.br (Danielle Girotti Callas) Comunidade Tue, 11 Dec 2012 12:27:00 -0200
Samba para todos http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/92-samba-para-todos http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/92-samba-para-todos Samba para todos

Até bem pouco tempo atrás, eu não conseguiria me imaginar em uma escola de samba. Aliás, até bem pouco tempo atrás, eu mal tinha paciência para assistir aos desfiles das Escolas na TV. Uma experiência, que tinha como objetivo inicial a oportunidade de prática psicodramática, mudou minha opinião a ponto de me fazer participar de um desfile e de me fazer acompanhar uma longa apuração na TV.

Ousar viver novas experiências efetivamente pode nos surpreender.

Tive a honra de participar de um grupo de psicodramatistas em formação, convidado a desenvolver um trabalho com o grupo da Velha Guarda de uma escola de samba. As necessidades do grupo eram claras. Precisávamos trabalhar questões importantes como o conhecimento do grupo pelo grupo, a tomada de consciência do papel da Velha Guarda perante as demais alas, a integração do grupo e o papel de cada um e o aprimoramento da comunicação. Objetivos esses de trabalho que não se distanciam de um contexto corporativo, mas que são diferenciados quando estão na comunidade a partir do momento onde a meta comum não passa prioritariamente pelo aspecto financeiro e sim, prioritariamente pelo aspecto humano.

A experiência em uma escola de samba nos remete a um contexto cultural brasileiro e marca a história dos negros no Brasil.

O espírito comunitário e o sentimento de pertencimento no contexto da Escola de Samba são intensos e nos fazem refletir sobre o que move verdadeiramente uma comunidade.

O que os uniu um dia foi o samba. O que os une hoje é a comunidade.

Um grupo sem líder não avança. Um líder sem seu grupo não faz nada.

O fazer coletivo demanda competências de comunicação e de organização não facilmente desenvolvidas.

Uma escola de samba tem caixa, mas sem gente não tem desfile.

Chefes de Estado, presidentes de holdings, servidores públicos, professores, alunos... Todos deveriam ter um dia de coaching em uma escola de samba!

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sosps@sosps.com.br (Danielle Girotti Callas) Comunidade Tue, 02 Oct 2012 18:01:00 -0300
Parceria com o Centro Educacional Dom Orione (CEDO) http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/88-parceria-com-o-centro-educacional-dom-orione-cedo http://sopsp.com.br/index.php/component/k2/item/88-parceria-com-o-centro-educacional-dom-orione-cedo

Firmamos uma parceria com o Centro Educacional Dom Orione (CEDO) que atende cerca de 450 crianças e adolescentes de 6 a 18 anos em contra-turno escolar e aprendizes. Também oferecem alimentação e cursos profissionalizantes aos moradores de ruas.

Firmamos uma parceria com o Centro Educacional Dom Orione (CEDO) que atende cerca de 450 crianças e adolescentes de 6 a 18 anos em contra-turno escolar e aprendizes. Também oferecem alimentação e cursos profissionalizantes aos moradores de ruas.

Ofereceremos vivências com uso da metodologia psicodramática estimulando o diálogo e construções coletivas por meio de atos psicodramáticos denominados sociodramas

Essa parceria possibilitará um espaço de estágio supervisionado para os alunos do curso de Formação em Psicodrama da parceria SOPSP-PUC.

Os trabalhos serão iniciados no mês de Outubro para os seguintes grupos: Adolescentes, Aprendizes, Moradores de rua na sede do CEDO e Pais na SOPSP.

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sosps@sosps.com.br (Rosangela de Oliveira Rosa Zarza) Comunidade Tue, 02 Oct 2012 23:33:00 -0300